quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Não tenho mais nada para dizer?

Faz muito tempo que não escrevo nada aqui, não tenho mais nada para dizer? ou simplesmente encontrei pessoas para me escutar?
Estou com 27 anos agora, quando comecei a escrever nesse blog em 2006 eu tinha 22.
Como no livro de Carlos Heitor Cony, o tempo passa e ficamos com aquela sensação de que estamos saindo do cinema e olhamos para a fila das pessoas que estão entrando para a segunda seção e pensamos: -eu já sei, vocês ainda não.
Para falar a verdade nem sei se é isso mesmo, me sinto imaturo também, menos imortal, menos invencível.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Passos sobre pétalas de rosas


"O som da chuva lá fora

oculta passos sobre pétalas de rosas

velas vermelhas

belas. acesas. iluminando nossos corpos

cabelos grudados no rosto suado

sentimentos expostos

Nesse quarto miserável apenas um colchão

Fazemos amor no chão

Com a luz e a sombra em perfeita comunhão."







Starmaru

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

THAIZ



Eu espero que Thaiz nunca leia essas palavras. Pois apesar do que vou relatar, sinto muito
carinho por ela.
Estava eu em um sábado na Ledslay. Uma balada de rock clássico aqui de São Paulo. Em minha mente pairava a pergunta " será que ninguém jamais se interessa-ra por mim? sou incapaz de seduzir uma mulher?".
Lógico que eu estava dramatizando. Ainda estava muito fragilizado pelo fora que levei de Daniela, que ainda estava em minha mente e coração como uma terrível cicatriz que latejava sempre as palavras " rejeitado, rejeitado, rejeitado..."
Essa noite entrei com a terrível convicção de que alguém teria que se apaixonar por mim, e embora ela não soubesse disso, esse alguém seria Thaiz.
Até então eu nunca tinha seriamente tentado seduzir ninguém ou me aproximado de garota alguma com exceção de daniela.
A noite foi se arrastando, covers de bandas grunge tocavam... eu não prestava atenção, era um saco! queria beijar alguém.
Eu bebia aos poucos, na companhia de meu amigo de longa data, Tiago. Mas não o suficiente para me embebedar, pois não perdia o foco. Olhava atentamente para todos os lados procurando uma possível vitima de meus totalmente saudáveis e compreensíveis desejos.
Assim lá pelas 3h da madrugada quase sem olhar, ofereci uma bebida para uma garota sentada ao meu lado. Estávamos em um banco de concreto armado nas laterais do galpão onde encontrava-se o palco. Ela recusou a bebida, era Thaiz, mas eu não sabia ainda.
A noite terminava rapidamente, a cada minuto me vinha o pensamento de que não poderia deixar a noite negra passar em branco.
Algumas pessoas se retiravam, a banda já tinha parado de tocar. Foi então que eu a vi, Thaiz, com o cotovelo apoiado nas pernas e a mão a segurar o rosto em uma expressão de tédio. Seus cabelos eram negros e ondulados, como seda preta contra o vento, seu rosto era inocente e infantil, seu corpo carnudo, ela era gordinha.
Me aproximei e perguntei: " a sua noite já acabou? "
Ela sobressaltada, disfarçou o interesse por mim e respondeu que sim, conversamos um pouco, ela riu, me senti bem. Embora eu tentasse ocasionalmente levar a conversa para o lado da paquera, o beijo não tinha acontecido até que ela disse que ia no banheiro. Pensei " já era, nunca mais vai voltar" e perguntei:
-Adeus, nunca mais vai voltar né? ela riu, e disse que voltaria sim. Voltou depois de dois minutos mascando chiclet de menta. Tentei novamente a beijar e consegui.
Eu já tinha feito sexo, perdi a virgindade com uma prostituta. Me faltava a conquista, me faltava o beijo. Ela beijava bem, assim pensei eu, sem ter nenhuma experiência prévia para comparar,
me guiava pelos seus movimentos, as vezes ficava sem ar, não sabia se tinha que respirar ou segurar o ar...
Sua boca era suave, mordiscava gentilmente meu lábio inferior, me dava lambidas delicadas que vinham do queixo até o nariz...
Eu fiquei com ela só por ficar. só por que a noite estava acabando e não queria deixar passar em branco. Só para saber se eu realmente conseguia.
Ela perguntou:
- Você ficou comigo só para ficar com alguém? só por que a noite estava acabando e
não queria deixar passar em branco?
- claro que não, Meus olhos pousaram sobre você desde o momento em que cheguei aqui, a meia noite, fiquei esperando uma
oportunidade de vir aqui, falar com você, te conhecer - respondi saboreando o gostinho da mentira na língua.
Namoramos por quatro meses, ela Namoramos por aproximadamente quatro meses, ela terminou comigo quando sentiu que eu iria terminar com ela, mas depois quis voltar... eu não quis.
As vezes as garotas rompem o relacionamento, só para ver se o garoto volta...É aquela estória, se não volta é porque nunca teve...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Daniela

Eu tinha medo de me relacionar, temia que alguém me conhecesse tão bem quanto eu me conheço, medo de ver meus segredos e defeitos refletidos nos olhos da pessoa disposta a olhar fundo dentro de mim.
Sendo assim só comecei a me relacionar com as pessoas muito tarde. Eu era totalmente desajeitado, desengonçado, despreparado. Mas tinha alma de poeta e isso me fazia sentir as coisas com uma intensidade enlouquecedora. Foi por isso que doeu tanto quando me apaixonei pela primeira vez.
Daniela, tinha uma boca vermelha e grande, como fruta madura que me incitava uma vontade térrivel de morde-la forte até sangrar, só para ter a certeza de que era impossível deixar sua boca mais vermelha do que era no dia em que a vi pela primeira vez. Talvez não fosse tanto assim, talvez fosse o contraste com sua pele clara e seus cabelos muito negros. Ficava a imaginar seu rosto suado e contorcido de prazer com seus cabelos grudados em sua face molhada. Fiz inúmeros desenhos, retratos e poesias pensando em sua beleza unica.
Quando conheci Daniela, eu estava com 19 anos. Foi pela Internet, eu tinha poucos amigos. As pessoas do meu bairro simplesmente não me interessavam, nunca gostei de futebol, ficar na rua de bobeira, odiava falar em girias. Eu tinha amigos, mas eles já estavam mortos a séculos. Depois de ter lido Isaac Asimov, Pearl.S.Buck e Eiji yoshikawa ficava difícil me interessar pelo que a molecada do bairro estava falando.
Nos conhecemos pelos gostos em comum,literatura, noite, Jim Morrisson, Rock, etc. Éramos insones, passava-mos noites acordados conversando.

Eu sempre fui sério, mas sabia faze-la rir. Rejeitei todas as garotas que se interessaram por mim durante toda minha vida até aquele momento. Ela demonstrava interesse, queria me ouvir falar, queria ver meus desenhos, minhas poesias, se excitava com minhas ideias eróticas e mórbidas.
Mas era só isso, um simples interesse em alguém interessante e interessado. Nos vimos pela primeira vez na bienal do livro...Ela me via como um cara esquisito, engraçado, provocante... mas imagino que também como alguém patético, pequeno, uma piada que não devia ser levada a sério.
Eu era virgem, nunca tinha beijado ninguém até então. Como uma cobra resolvi me desfazer da minha pele de criança, comecei a beber, usar roupas novas, frequentar a " zona alegre ", arrumar brigas, tudo com a finalidade de ser alguém mais seguro e maduro na próxima vez que a encontrasse.
Eu realmente tinha mudado muito, mas não era o bastante. Nos vimos pela ultima vez no Cinema, estava passando piratas do Caribe 3, quando o filme terminou me aproximei com a ideia de pedir um beijo, comecei a suar, tive medo de que todos pudessem ouvir as batidas do meu coração, devo ter gaguejado, pedi o beijo. foi horrível. um fora homérico.
O pior, quando você leva um fora tudo que você quer é sumir para sempre, mas Daniela fez questão de pegar o metro comigo, eu, já perdido nas trevas de um coração partido sem dizer palavra alguma a acompanhei até sua estação.
Devo te-la visto algumas vezes muito tempo depois disso, senti apenas tristeza, olhava para aquele rosto e não sentia mais nada, apenas uma estranha indiferença, era alguém desconhecida para mim. Foi um triunfo, estava livre de um sentimento assustador de paixão que me perseguiu por muito tempo.
Mas mesmo assim a sensação de que nunca mais poderia sentir nada parecido por outra pessoa foi ruim. Não gostaria apenas de sentir novamente, gostaria de realmente consumar e me consumir em uma paixão.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Alma liquida

Alma liquida
A alma humana no inicio, seria como a mais pura e imaculada das águas, ainda sem cor,
gosto ou perfume.
Com o passar do tempo essa alma liquida em contato com outras almas vai adquirindo novas cores,
que se misturam e formam uma nova tonalidade, única para cada individuo.
Imagine uma silhueta no formato do corpo humano feita de vidro transparente, imagine gotículas
de carmesim sendo derramadas nesse recipiente, imagine agora outras cores...
Na teoria das cores quando todas as matizes provindas de pigmentos materiais se misturam,
a cor resultante é o negro.
Eu vejo, sinto, cheiro, penso coisas...coisas acontecem e adicionam mais pigmentos a minha alma,
com o tempo minha alma liquida carregada de coisas sofre uma mutação em sua consistencia, se tornando
pastosa e enegrecida. Essas são experiências, que podem ser úteis na vida em nóvas coisas possíveis de acontecer.
Mas que também me impede de sentir a vida como já senti um dia,
quando minha alma ainda fluía pura e limpa.
Quando Deus disse que se faça a luz, ele fazia uma analogia a sabedoria que assim como a luz
tem o poder de revelar tudo que está escondido nas trevas do desconhecido.
Na teoria das cores quando todas as matizes provindas da luz se misturam, a cor resultante é o branco.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Letters from Starmaru

Em 06/07/09, urotsukidoji@bol.com.br <urotsukidoji@bol.com.br> escreveu:
Oi, só estou mandando esse email para lembrar-lhe, enquanto você estiver com esse veneno na alma, deve manter-se discreto quanto a seus pensamentos. manter a velha postura... Quando seus pensamentos melhorarem, dai você poderá se abrir... não adianta se abrir e mostrar seu interior se tudo que tem dentro de você é podre e enegrecido.


Em 08/07/09, Leonardo Starmaru <6starmaru9@gmail.com> escreveu:


oi, Entendi...
Finalmente o primeiro passo foi dado.
Hoje uma ínfima mas crucial parcela do meu sonho foi realizada. Porém ainda não me dou a liberdade de ficar feliz, ainda tem muita podridão em meus pensamentos... só posso garantir que esses primeiros passos serão firmes e decididos...e sabendo que não preciso me preocupar por enquanto posso relaxar um pouco mais e curtir os poucos dias de juventude e saúde que me restam enquanto não me " transformo " novamente...
obrigado pelo email.



de Leonardo Starmaru <6starmaru9@gmail.com>
16 jul para "urotsukidoji@bol.com.br"
data 16/07/2009 13:56

Jurei que só te mandaria um email quando tivesse algo de muito importante para dizer.
Mas não aguento, acho que sou sozinho demais. preciso de alguém de vez em quando, talvez eu aguente mais que a maioria.
Tudo que preciso para realmente ser feliz é mudar minha forma de pensar e agir, como você mesmo disse...
obrigado